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Inteligência Artificial no Direito

Ferramentas Digitais para Advogados: Como Escolher, Integrar e Manter Conformidade Jurídica

As ferramentas digitais para advogados estruturam a advocacia moderna em sete camadas: processo eletrônico, gestão, assinaturas, pesquisa jurídica, automação com IA, segurança de dados e marketing ético.

Hoje, o uso de ferramentas digitais para advogados deixou de ser uma opção e passou a representar uma necessidade estratégica para quem busca produtividade, segurança e conformidade ética com o exercício da advocacia em um cenário de crescente digitalização do Judiciário

Essas ferramentas organizam o trabalho jurídico em camadas tecnológicas integradas, que abrangem desde o processo eletrônico e a gestão do escritório, até a automação de documentos, assinatura digital, pesquisa jurídica e marketing jurídico permitido pela OAB.

Por consequência, compreender essas camadas é fundamental para selecionar tecnologias que agilizem tarefas sem comprometer a autonomia técnica do advogado.

Ferramentas Digitais para Advogados: Como Escolher, Integrar e Manter Conformidade JurídicaPacto antenupcial

O que são ferramentas digitais para advogados e como funcionam na prática

As ferramentas digitais para advogados são sistemas, plataformas e aplicativos que automatizam atividades jurídicas e administrativas, mantendo a integridade técnica do trabalho profissional.

Elas se organizam em camadas, cada uma com função específica dentro da rotina do escritório.

A primeira camada é operacional, composta por sistemas judiciais como o PJe e o eproc, que viabilizam o processo eletrônico. A segunda envolve gestão interna, com softwares que centralizam prazos, finanças e andamento de processos. A terceira abrange a produção documental, que inclui modelos, minutas e assinaturas eletrônicas com validade jurídica.

Na sequência, surgem camadas complementares, como pesquisa jurídicaautomação de tarefassegurança da informaçãoadequação à LGPD e marketing jurídico conforme o Provimento 205/2021 da OAB.

Essas camadas não operam de forma isolada. Elas se conectam, criando um ecossistema digital coeso, que aumenta a eficiência e reduz erros humanos.

Dessa forma, o advogado moderno passa a atuar em um ambiente técnico e digitalmente seguro, sem perder o controle sobre a estratégia processual e ética profissional.

Portanto, mais do que ferramentas, essas soluções formam um stack jurídico inteligente, capaz de transformar dados, prazos e documentos em fluxos de trabalho organizados e rastreáveis atributos essenciais à segurança jurídica e à boa gestão do tempo.

Camada 1: Processo eletrônico nas ferramentas digitais para advogados

processo eletrônico constitui o alicerce da digitalização jurídica no Brasil. Ele substituiu o trâmite em papel e garantiu o acesso remoto aos autos, padronizando o peticionamento em todo o território nacional.

O que é PJe

PJe – Processo Judicial Eletrônico é uma plataforma oficial desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça com o objetivo de unificar os sistemas judiciais brasileiros.

Previsto pela Resolução CNJ nº 185/2013, o PJe busca assegurar celeridade processual e transparência, permitindo que advogados, partes e magistrados acessem autos e pratiquem atos processuais de qualquer local.

Institui o Sistema Processo Judicial Eletrônico – PJe como sistema de processamento de informações e prática de atos processuais e estabelece os parâmetros para sua implementação e funcionamento. 

Na prática, o PJe integra funcionalidades como protocolo eletrônico, consulta de autos, intimações e movimentações processuais, tudo em ambiente seguro e criptografado.

Além disso, a plataforma, em regra, exige certificação digital (ICP-Brasil), conforme o art. 1º da MP 2.200-2/2001, garantindo autenticidade e validade jurídica dos atos eletrônicos

Art. 1o  Fica instituída a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras.

Por consequência, o domínio do PJe se tornou indispensável. Ele reduz deslocamentos, evita perdas de prazo e promove eficiência documental, desde que o advogado mantenha suas credenciais atualizadas e siga as normas do CNJ e da OAB sobre peticionamento eletrônico.

Onde entra o eproc

eproc é outro sistema amplamente utilizado no Judiciário brasileiro, desenvolvido originalmente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Embora tenha finalidades semelhantes ao PJe, o eproc é independente e customizável, sendo adotado por vários tribunais estaduais e federais.

A principal diferença entre PJe e eproc está na interface e na lógica de operação. O eproc oferece acesso mais simplificado, com ferramentas integradas de controle de prazos, peticionamento e anexação de documentos, além de permitir integração direta com softwares jurídicos privados.

Dessa forma, advogados que atuam em diferentes tribunais devem dominar ambos os sistemas, ajustando rotinas de peticionamento e protocolos conforme o tribunal de destino.

Assim, o uso combinado de PJe e eproc compõe a primeira camada das ferramentas digitais para advogados, assegurando agilidade, transparência e rastreabilidade nos processos judiciais eletrônicos.

Camada 2: Gestão do escritório

Enquanto o processo eletrônico cuida da tramitação judicial, a gestão do escritório representa o centro administrativo do ecossistema jurídico digital.

Essa camada organiza prazos, processos, agenda, documentos e fluxo financeiro, garantindo previsibilidade e controle operacional.

Critérios para escolher software jurídico

A escolha de um software jurídico deve observar critérios objetivos e jurídicos. Antes de tudo, o sistema precisa assegurar proteção de dados pessoais conforme a Lei Geral de Proteção de Dados e seguir práticas compatíveis com o sigilo profissional da advocacia.

Ainda, o ideal é que o software permita integração com PJe e eproc, tenha alertas automáticos de prazos processuais e ofereça controle financeiro vinculado a processos.

Plataformas que permitem cadastro de clientes, controle de audiências e emissão de relatórios automatizados também agregam valor à rotina.

Outro ponto relevante é a portabilidade e segurança da nuvem, que possibilita o acesso remoto sem comprometer a confidencialidade.

Assim, o advogado mantém controle sobre os dados do escritório e atende aos princípios de diligência profissional e boa-fé processual previstos no art. 5º do CPC.

  Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-fé.

Exemplos do mercado

Atualmente, o mercado jurídico brasileiro oferece soluções variadas, como AstreaLegal OneProJurisCPJ-3CADVBox, entre outras. Cada uma possui funcionalidades específicas e níveis distintos de personalização.

Entretanto, a escolha deve se basear na realidade operacional do escritório, e não apenas em funcionalidades de marketing.

Um advogado autônomo pode priorizar simplicidade e custo-benefício, enquanto bancas maiores exigem gestão integrada, múltiplos usuários e dashboards de desempenho.

Dessa forma, o modelo de gestão digital deve refletir o tamanho e o ritmo do escritório, garantindo que a tecnologia atue como apoio estratégico, e não como obstáculo.

A combinação equilibrada entre processo eletrônico e gestão eficiente constitui a base sólida para as demais camadas do stack digital jurídico.

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Camada 3: Documentos e assinaturas

A terceira camada das ferramentas digitais para advogados se concentra na produção e validação de documentos eletrônicos.

Nessa etapa, o foco recai sobre a assinatura digital e a autenticidade jurídica dos arquivos eletrônicos, pilares essenciais da advocacia digital.

A elaboração, o envio e a assinatura de documentos eletrônicos precisam respeitar normas legais específicas que asseguram autenticidade, integridade e validade jurídica.

Essa prática se fundamenta em dois instrumentos principais: a Lei nº 14.063/2020, que regulamenta as assinaturas eletrônicas na administração pública, e a Medida Provisória nº 2.200-2/2001.

Lei 14.063/2020

Lei 14.063/2020 trouxe clareza sobre o uso de assinaturas eletrônicas em documentos públicos e privados, classificando-as em três níveis: simples, avançada e qualificada.

Dispõe sobre o uso de assinaturas eletrônicas em interações com entes públicos, em atos de pessoas jurídicas e em questões de saúde e sobre as licenças de softwares desenvolvidos por entes públicos; e altera a Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995, a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, e a Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001.

Na prática jurídica, a assinatura qualificada, baseada em certificado digital ICP-Brasil, é a que possui presunção de validade jurídica, conforme previsto no art. 4º da referida lei.

Art. 4º Para efeitos desta Lei, as assinaturas eletrônicas são classificadas em:

I – assinatura eletrônica simples:

a) a que permite identificar o seu signatário;

b) a que anexa ou associa dados a outros dados em formato eletrônico do signatário;

II – assinatura eletrônica avançada: a que utiliza certificados não emitidos pela ICP-Brasil ou outro meio de comprovação da autoria e da integridade de documentos em forma eletrônica, desde que admitido pelas partes como válido ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento, com as seguintes características:

a) está associada ao signatário de maneira unívoca;

b) utiliza dados para a criação de assinatura eletrônica cujo signatário pode, com elevado nível de confiança, operar sob o seu controle exclusivo;

c) está relacionada aos dados a ela associados de tal modo que qualquer modificação posterior é detectável;

III – assinatura eletrônica qualificada: a que utiliza certificado digital, nos termos do § 1º do art. 10 da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001.

§ 1º Os 3 (três) tipos de assinatura referidos nos incisos I, II e III do caput deste artigo caracterizam o nível de confiança sobre a identidade e a manifestação de vontade de seu titular, e a assinatura eletrônica qualificada é a que possui nível mais elevado de confiabilidade a partir de suas normas, de seus padrões e de seus procedimentos específicos.

§ 2º Devem ser asseguradas formas de revogação ou de cancelamento definitivo do meio utilizado para as assinaturas previstas nesta Lei, sobretudo em casos de comprometimento de sua segurança ou de vazamento de dados.

Assim, ao adotar ferramentas digitais para advogados voltadas à gestão documental, o profissional deve priorizar soluções compatíveis com ICP-Brasil ou com plataformas de assinatura avançada reconhecidas pelo governo federal, garantindo validade jurídica e compliance com a Lei 14.063/2020.

Assinar pelo gov.br

Uma alternativa segura e amplamente reconhecida é o uso da assinatura gov.br, integrada à conta do cidadão e válida para uso jurídico em diferentes níveis.

Conforme orientações do próprio governo, a assinatura gov.br pode substituir certificados pagos em determinadas situações, desde que o nível de autenticação seja “prata” ou “ouro”.

Na advocacia, essa ferramenta pode ser usada para assinaturas internas, documentos administrativos e contratos de honorários, sempre que não houver exigência expressa de certificado ICP-Brasil.

Dessa forma, o advogado mantém conformidade e segurança, otimizando custos e tempo operacional.

A adoção consciente de soluções como o gov.br assinatura demonstra que a transformação digital no Direito não depende apenas de tecnologia, mas também de aderência normativa e prudência jurídica.

Camada 4: Pesquisa jurídica

A pesquisa jurídica representa a quarta camada essencial das ferramentas digitais para advogados, pois sustenta a fundamentação técnica das peças processuais e pareceres.

Nesse contexto, ferramentas como o LexML, desenvolvido em parceria com o Senado Federal e o Conselho Nacional de Justiça, ocupam papel central.

LexML é um sistema público que organiza leis, decretos, jurisprudências e normas regulamentadoras em um repositório acessível e gratuito.

Ele permite pesquisa por número, termo jurídico, órgão emissor ou tema, garantindo precisão e confiabilidade das fontes.

LexML como base institucional

O uso do LexML tem caráter institucional e pode substituir buscas dispersas em bases não oficiais, reduzindo o risco de citações desatualizadas ou interpretações equivocadas.

Além disso, o sistema adota o padrão URN (Uniform Resource Name), que assegura referências permanentes e verificáveis, fator relevante para citações em petições e pareceres.

Ao incorporar o LexML à rotina, o advogado fortalece a qualidade técnica das fundamentações, especialmente quando combinada com outras ferramentas de apoio, como repositórios de jurisprudência dos tribunais, Diários Oficiais e bases acadêmicas.

Camada 5: Automação e IA

A quinta camada do ecossistema digital jurídico é composta pelas ferramentas de automação e inteligência artificial.

Essas soluções têm como objetivo agilizar a produção de documentos, melhorar a gestão de informações e reduzir tarefas manuais repetitivas, sempre sob supervisão técnica do advogado.

Ferramentas de automação jurídica podem gerar minutas, preencher modelos contratuais e organizar relatórios processuais em segundos, liberando tempo para que o profissional se concentre em atividades estratégicas.

Entretanto, o uso dessas tecnologias deve ser responsável e controlado, especialmente quando envolve interpretação jurídica ou decisão automatizada.

Cria.AI: por que é a melhor escolha de IA para o advogado

Cria.AI é a plataforma de inteligência artificial jurídica desenvolvida especificamente para o Direito brasileiro, com o propósito de aumentar a produtividade e preservar a autonomia estratégica do advogado.

Diferente das IAs genéricas, ela opera com engenharia jurídica própria, integrando jurisprudências reais, doutrina nacional e legislação atualizada.

Na prática, a Cria.AI permite gerar petições, contratos, pareceres e recursos completos em minutos, mantendo fundamentação técnica, linguagem adequada aos tribunais e formatação conforme o CPC, CLT e demais normas vigentes.

Ainda, oferece camadas de segurança e confidencialidade compatíveis com a LGPD, garantindo o sigilo profissional e a proteção integral dos dados dos clientes.

Outro diferencial é que a plataforma não substitui o advogado, ela o potencializa. A Cria.AI entrega minutas juridicamente sólidas e personalizáveis, para que o profissional mantenha o controle total sobre a estratégia e o conteúdo final.

Essa abordagem combina eficiência operacional, qualidade argumentativa e ética profissional, permitindo que escritórios e advogados autônomos produzam mais, com menos esforço e sem comprometer a credibilidade jurídica.

Por consequência, a Cria.AI se consolida como a melhor escolha de IA para advogados que desejam unir tecnologia e rigor técnico, adotando automação com segurança, inteligência e conformidade normativa.

Ela traduz o futuro da advocacia digital: humana, eficiente e juridicamente precisa.

Camada 6: Segurança e LGPD no escritório

segurança da informação representa uma das etapas mais sensíveis do uso de ferramentas digitais para advogados, pois envolve o tratamento de dados pessoais e estratégicos de clientes, processos e documentos sigilosos.

Desde a entrada em vigor da LGPD, os escritórios jurídicos passaram a ter responsabilidade direta pela coleta, armazenamento e compartilhamento de informações.

Dessa forma, qualquer tecnologia adotada precisa garantir confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados, princípios centrais da Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

Ferramentas que não seguem esses parâmetros podem gerar incidentes de segurança, configurando falha na proteção de dados ou até infração ética, dependendo do impacto e da negligência envolvida.

Por isso, os advogados devem adotar medidas técnicas e administrativas compatíveis com o porte de seus escritórios, alinhadas às orientações oficiais da ANPD.

Checklist ANPD de segurança

ANPD publicou diretrizes específicas para agentes de tratamento de pequeno porte, que abrangem grande parte dos escritórios jurídicos brasileiros.

Essas diretrizes simplificam a aplicação da LGPD sem afastar a obrigação de segurança. Entre os principais pontos, se destacam:

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Ao implementar essas práticas, o advogado reduz riscos e demonstra responsabilidade preventiva, princípio cada vez mais valorizado pela ANPD e pela OAB.

Com isso, é recomendável priorizar softwares jurídicos com servidores localizados no Brasil ou em países com nível adequado de proteção de dados.

Essa escolha reforça a conformidade normativa e a confiança dos clientes, pilares essenciais da reputação profissional.

Camada 7: Marketing jurídico permitido

O marketing jurídico compõe a sétima camada do stack digital do advogado e precisa seguir regras éticas rígidas. O Provimento OAB nº 205/2021 e a Cartilha de Publicidade da Advocacia modernizaram a comunicação dos escritórios, permitindo o uso de meios digitais, mas com limites claros de conteúdo e forma.

O provimento autoriza o uso profissional das redes sociais, sites e plataformas de conteúdo, desde que a divulgação seja informativa e discreta, sem promessas de resultado, captação indevida de clientela ou menções comparativas.

O advogado pode, portanto, publicar artigos, guias jurídicos, vídeos explicativos e materiais educativos, desde que o foco seja informar e demonstrar autoridade técnica, e não fazer autopromoção comercial.

Provimento 205/2021 e cartilha de dúvidas

Provimento 205/2021 trouxe avanços expressivos na relação entre advocacia e tecnologia. Entre os pontos mais relevantes estão:

  • A permissão para uso de ferramentas de automação e inteligência artificial como apoio na criação de conteúdo jurídico;
  • A autorização para anúncios digitais com fins informativos, respeitando o tom institucional;
  • A obrigação de identificação do advogado e número da OAB em todo material publicado;
  • A vedação a expressões como “garantia de êxito” ou “especialista em qualquer causa”, que podem induzir o público a erro.

Cartilha de Dúvidas da OAB Nacional esclarece que o marketing jurídico digital deve ter caráter educativo e técnico, priorizando conteúdo, clareza e ética.

Dessa forma, o marketing digital na advocacia pode coexistir com a ética tradicional, desde que o advogado respeite os limites do Provimento 205/2021 e utilize ferramentas que preservem sua imagem e reputação.

Roteiro de implantação em 7 dias

A implantação de ferramentas digitais para advogados pode ser feita de maneira prática, seguindo um roteiro de sete etapas progressivas. O objetivo é digitalizar o escritório com segurança e consistência, evitando sobrecarga de processos.

  1. Mapear rotinas e gargalos – identificar tarefas repetitivas e pontos de falha manual;
  2. Escolher um software jurídico compatível com PJe/eproc;
  3. Implantar ferramenta de assinatura eletrônica (ICP-Brasil ou gov.br);
  4. Adotar rotina de backup e política de proteção de dados conforme a LGPD;
  5. Integrar ferramentas de pesquisa jurídica e automação documental;
  6. Treinar a equipe e padronizar fluxos internos;
  7. Iniciar ações de marketing jurídico ético e educativo, com conteúdo informativo e revisão técnica.

Esse roteiro demonstra que a transformação digital na advocacia não exige grandes investimentos iniciais, mas sim planejamento, conhecimento normativo e compromisso com boas práticas de gestão e segurança.

Em apenas uma semana, o advogado pode estruturar um ecossistema tecnológico funcional, garantindo eficiência operacional e conformidade ética, sem perder a essência da prática jurídica tradicional.

FAQ

1. Ferramentas digitais substituem o advogado?
Não. Elas apenas potencializam a atuação profissional, permitindo mais tempo para estratégia e análise jurídica.

2. PJe e eproc são obrigatórios?
Sim, na maioria dos tribunais, o processo eletrônico é a forma padrão de tramitação.

3. A Cria.AI pode ser usada para petições iniciais e recursos?
Sim. Ela gera minutas completas e fundamentadas, mantendo a autonomia e a revisão final do advogado.

4. Quais assinaturas têm validade jurídica?
As assinaturas qualificadas (ICP-Brasil) e as assinaturas gov.br de nível prata ou ouro.

5. A LGPD se aplica a escritórios pequenos?
Sim. Todos os escritórios devem garantir proteção de dados, mas a ANPD prevê adaptações proporcionais.

6. Posso fazer anúncios pagos no Instagram?
Sim, desde que sejam informativos e institucionais, conforme o Provimento 205/2021.

7. O LexML é fonte confiável de pesquisa jurídica?
Sim. É um repositório oficial, mantido pelo Senado e pelo CNJ.

8. Quais tarefas posso automatizar primeiro?
Gestão de prazos, controle de andamentos, emissão de relatórios e geração inicial de documentos.

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A digitalização da advocacia já é uma realidade, e dominar as ferramentas digitais para advogados tornou-se indispensável.

Do processo eletrônico à automação com IA, cada camada tecnológica fortalece a eficiência, a segurança e a conformidade ética do escritório.

Cria.AI oferece o suporte ideal para essa jornada. A plataforma combina engenharia jurídica nacional, jurisprudências reais e linguagem compatível com os tribunais, permitindo ao advogado criar documentos completos e tecnicamente sólidos em minutos.

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Fernanda Brandão

Graduanda em Direito pela Universidade Estadual de Londrina, com experiência focada em Direito Civil, Direito Empresarial e Digital. Atua como redatora jurídica, produzindo conteúdos otimizados com linguagem clara e acessível. Foi diretora de Marketing e de Gente e Gestão na LEX – Empresa Júnior de Direito da UEL, onde desenvolveu projetos de comunicação, liderança e inovação. Apaixonada por legal design e pela criação de materiais que conectam Direito e tecnologia.

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